quinta-feira, 13 de maio de 2010

Cuecas Poéticas

Vamos escrever uma coisa bem poética?
Então vamos falar de cueca?
Cueca pr'aqui, cueca pra lá
cueca pra todo lugar.
Cueca no chão do porão
me lembra a escuridão
Cueca no varal
me lembra o seu Amaral
Cueca também me lembra o...

Cueca, cueca, eureca
Cueca paixão, cueca tesão
cueca no meu coração!
Cueca verde, cueca branca
são símbolos da esperança
Cuecas em cima ou
em baixo da cama
cuecas de quem ama.

Tira essa cueca e jogue-a em mim
Sou sua mulher e só sei dizer que sim
gosto desse gosto e de quando faz assim
faz-me desvairar e gritar até o fim!

Coloque-a em minha boca
quero mastigá-la em ti
Quero sentir o gosto marfim
ruídos que saem de uma louca

Vai, me descabela!
Quero ver-te eternamente sem ela
Teu corpo nu sob a luz que vem da janela
Animal selvagem, batendo em minha portela
Mas por favor, não vista a laranja
Essa cor desestimula a minha canja
Vem sem nada, e coloque em mim


a tua tanga.

sábado, 8 de maio de 2010

era um cachorro vira-lata
não sabia latim
não sabia pedir desculpas
não sabia fazer amizades
resolveu entrar para o convento
e foi ser pastor alemão


(Tânia Lima)
primeiroZeus
fez-se poesia

e a poesia
prometeu

a alegria
de Orpheu



(Tânia Lima)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pombinhos Atlânticos

Enfrentamos tempestades e dias escaldantes
Até fundear nosso navio em alto mar...
Pombinhos aventureiros e errantes
A paixão dilatante nos fez navegar

Depois de tantos mares descobertos
Quem somos? Aindas somos...
Pombos; estagnados em mar aberto

O encanto nos levou facilmente
Agora osciosos não sabemos voltar...
Ondas de incertezas nos faz ardentes
Em meio tantas águas estamos a queimar

Nossa nau periga naufragar
Até nos damos conta...
Mas não tetamos evitar
Para o morte a bússola aponta

Imaturamente continuamos atlânticos
Hipocrisia negar q'as águas ao léu
Nos uniu como notas de cânticos
insistindo numa sinfonia à deriva do céu.


(Bruna Lopes)

Cifras de La Carolina (Mi Sol)

Sua voz é como música
Passeando do Mi ao Ré
Seu riso em Ri bemól
Carol, Mi Sol

Ao som agudo
Faz vibrar a adrenalina
O seu corpo violão, Carolina
Nas longas cordas de sol
Faz meu corpo sustenido
Cordas soltas em Mi Carol

Um coral de vozes
De bata coral
Um coro cantando
A canção de Caetano
Carolina
Em tom de Mi e Si
De La minha Heroína
Soprano contraste sem Dó

Lucineide Meu Deleite

Essa mulher da cor do Brasil
De um bronze quente
Marrom arrepiu

Tão alta como a cana
Seu corpo de cigana
que encanta e engana
O homem seduzido
Por seus traços nas mãos do destino

Lucineide eu ei de ter-te
Comigo dona do meu umbigo
lambuzado por seu leite

Ah Lucineide, por seus traços
Nas mãos do destino
Me deleito
Me dê leite, Lucineide
Eu ei de ter-te, meu deleite

terça-feira, 9 de março de 2010

Ôba, ôba


Ôba, ôba, Êba, êba
A vida por aqui é

Música, Livro e Cerveja.